3 de jun. de 2011

Fichamento 2

 AMAMENTAÇÃO EM CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN: A PERCEPÇÃO DAS MÃES SOBRE A ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
AMORIM, Suely Teresinha Schmidt Passos de; MOREIRA, Herivelto  e  CARRARO, Telma Elisa.Amamentação em crianças com síndrome de Down: a percepção das mães sobre a atuação dos profïssionais de saúde. Rev. Nutr. [online]. 1999, vol.12, n.1, pp. 91-101. ISSN 1415-5273.

“Embora o aleitamento materno seja um processo biológico, seus modelos de aprendizagem e manifestação são de origem social. Por isso, “ ... para ser
bem sucedida nessa prática, a mulher necessita de apoio da sociedade” (Hardy & Osis, 1991).” (p.92)

“As vantagens do aleitamento materno, tanto no que se refere ao aspecto nutricional e imunológico, quanto no estabelecimento do vínculo afetivo entre mãe e filho, são fartamente comprovadas na literatura. O incentivo a sua prática passou a ser enaltecido a partir do momento em que organismos nacionais e internacionais passaram a acreditar que podem ser reduzidas as taxas de morbidade e mortalidade infantil, principalmente nos países em desenvolvimento.” (p.92)

“A Síndrome de Down, também conhecida por trissomia do 21, é uma alteração genética caracterizada por um cromossomo extra do par 21 acrescido ao par
normal, resultando em alterações físicas e mentais do indivíduo.” (p.92)

“Embora o bebê com Síndrome de Down deva receber aleitamento materno, sua sucção é insuf@����

“Este estudo  é parte de uma dissertação de Mestrado em Educação que trata da dimensão humana na formação dos profissionais de saúde, especialmente
em relação à  Síndrome de Down e  ao aleitamento materno.” (p.93)

“T o d a s   a s  mãe s   e n t r e v i s t a d a s   t e n t a r am amamentar seus filhos, o que vem corroborar o estudo de Oliveira Filho et al. (1986), que evidenciam uma
predisposição natural das mães para amamentar. Verificou-se que a idade das mães,  por ocasião do nascimento do filho, variava de 19 a 39 anos. Seis mães têm formação universitária, e a maioria delas não exerce atividade fora de casa.” (p.93)

“De acordo com os dados dessa pesquisa, a forma como foi transmitida a notícia do
nascimento de um filho com Síndrome de Down para a mãe e o impacto desse fato no seu estado emocional, foi um fator importantíssimo para a  concretização ou
não da amamentação. Esse fato foi decisivo também, na relação da mãe com o profissional de saúde - geralmente o pediatra - e conseqüentemente na orientação
e estímulo para o aleitamento. Devido a sua importância no contexto do tema, ela  é a primeira categoria a ser interpretada e que foi elaborada a partir das falas das entrevistadas.” (p.94)

“Para a família que recebe a notícia do nascimento de uma criança com Síndrome de Down - depois de tantos sonhos e idealizações acerca do nascimento e futuro de seu filho - ouvir que ele não corresponde a todas as suas expectativas, que pelo contrário,  é uma criança com limitações no seu  desenvolvimento com as quais terá que conviver  o resto da vida, é um momento dificílimo.” (p.94)

“Para algumas mães a notícia de que o filho nasceu deficiente foi seguida de outra também traumatizante, geralmente, sobre a existência de uma doença associada ou a necessidade de uma intervenção cirúrgica. Além das dúvidas geradas quanto ao
desenvolvimento e potencialidades de seu filho, as incertezas quanto ao futuro - próximo ou distante - enfim todo o processo de assimilação e aceitação de
uma criança deficiente, vem a insegurança quanto a sua sobrevivência...” (p.94)

“Sucção insuficiente devido ao tônus muscular diminuído (Cooley & Graham, 1991), problemas cardíacos ou outras complicações que levam a cirurgias e a internamentos, bem como a condição emocional da mãe - determinada especialmente pelo impacto da notícia - são fatores que podem dificultar ou até impedir o aleitamento materno em crianças com Síndrome de Down.” (p.95)

“Anna, teve seus 2 filhos com Síndrome de Down  e   ape s a r  de   a lguns  probl ema s   ini c i a i s relacionados com a dificuldade de sucção e mamilo plano, amamentou ambos por um período superior a 6 meses. Seu primeiro filho além da Síndrome de Down, apresentava um quadro de leucemia e por isso, sua segunda gravidez não foi planejada e nem desejada. Entretanto, apesar de todos esses problemas, associados
a notícia do nascimento de outra criança sindrômica, apresentando ainda  refluxo esofágico, ela conseguiu amamentar. Para essa mulher, assim como para outras
que fizeram parte desse estudo, a amamentação é algo natural e  inquestionável. Ter um filho significa também amamentá-lo.” (p.96)

“Todas as mães que fizeram parte desse estudo
desejaram amamentar seus filhos. Para algumas esse
desejo foi concretizado e o significado desse fenômeno
teve uma conotação muito diversa do que para aquelas
que não conseguiram.” (p.98)

“Na   r ique z a  dos  depoimentos  da s  mãe s
entrevistadas, fica evidente a necessidade da formação
de profissionais humanos, com sensibilidade para
entender o sofrimento e a frustração que envolvem o
nascimento de um bebê com deficiência, e com
capacidade e competência para agir de forma adequada,
tanto na transmissão dessa notícia como na orientação
e apoio no momento da lactação. Espera-se que os
cursos de graduação e os profissionais já atuantes
saibam fazer uso dessas falas para ampliar seus
horizontes de ensino e aprendizagem.” (p.100)

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